- 15 de outubro de 2026
- Posted by: Ana Claudia Pivato
- Categoria: Notícias
A madeira continua protagonista, mas ganha novas interpretações. Em 2027, texturas naturais, superfícies táteis e materiais que aproximam os ambientes da natureza devem seguir fortes na arquitetura e no design de interiores. Para o arquiteto, a tendência está menos em repetir o amadeirado e mais em explorar suas possibilidades.
A madeira nunca saiu dos projetos, porém o que está mudando é a maneira como ela é percebida e utilizada.
Depois de um período marcado por superfícies muito lisas e uniformes, materiais que apresentam textura, relevo, veios, tonalidades naturais e sensação tátil voltam a ganhar espaço. Madeira, pedra, fibras e outros elementos associados à natureza aparecem em composições que valorizam conforto, identidade e conexão com o ambiente.

Para 2027, essa direção deve ganhar ainda mais força. Entre as tendências apontadas para o próximo ano estão justamente os materiais e tons da natureza, além das formas orgânicas e dos ambientes que estimulam diferentes sentidos.
Mas existe uma questão interessante para quem especifica: como trazer a linguagem da madeira para projetos contemporâneos sem ficar preso ao óbvio?
A resposta pode estar na combinação entre estética, tecnologia e possibilidades de aplicação.
A madeira como ponto central da composição
A madeira tem uma característica que poucos materiais conseguem reproduzir: ela acrescenta calor, profundidade e textura ao ambiente. Por isso, sua presença vai muito além dos revestimentos de parede.
Painéis e revestimentos podem conversar com marcenaria, mobiliário, detalhes arquitetônicos e elementos decorativos, criando continuidade ou contraste dentro da composição. A madeira também pode ser combinada com pedra, tecidos, metais e superfícies lisas, permitindo diferentes interpretações de uma mesma linguagem.
Para o arquiteto, isso significa trabalhar o amadeirado não apenas como acabamento, mas como elemento de composição. Um tom mais claro pode trazer leveza. A tendência, portanto, não está simplesmente em usar madeira. Está em saber qual papel ela desempenha no projeto.
Textura natural: quando o olhar também quer tocar
A valorização dos materiais naturais acompanha outra mudança importante na arquitetura: a busca por ambientes mais sensoriais. Hoje, a superfície deixou de ser apenas algo para ser observado. Textura, relevo e acabamento também participam da experiência do espaço.

É por isso que o amadeirado contemporâneo precisa ir além da reprodução visual dos veios. A cor importa, mas a textura pode ser o elemento que transforma a percepção do material.
Quando a tecnologia interpreta a madeira
É justamente nesse ponto que entram novas possibilidades de materiais.
O polipropileno utilizado nos painéis ripados da Mature permite reproduzir a linguagem da madeira em diferentes aspectos, desde a coloração e o desenho até o relevo e, principalmente, a textura.
A proposta é criar uma superfície que se aproxima da percepção visual e tátil da madeira, mas parte de uma solução industrial desenvolvida para acompanhar as necessidades dos projetos contemporâneos.
O recobrimento utilizado pela Mature é de polipropileno alemão, material empregado no mercado mobiliário europeu. Entre as características estão resistência a impactos e manchas, além de resistência à ação da luz sobre as cores. Ainda conta com a garantia de até 20 anos relacionada à resistência das cores à ação da luz.
Na prática, isso amplia a conversa sobre o amadeirado. A escolha deixa de considerar apenas “qual madeira combina com o projeto?” e passa a incluir também qual material entrega a estética, a textura e o desempenho desejados para aquela aplicação?
A experiência da Moldurarte por trás da tecnologia
O uso do polipropileno também não surge de forma isolada dentro da Mature. A tecnologia faz parte da experiência da Moldurarte, que trabalha com esse material há anos e acumulou conhecimento sobre suas características, acabamentos e possibilidades de aplicação.

Essa experiência é relevante porque, na especificação, a tecnologia precisa estar a serviço do projeto. O material pode reproduzir uma referência natural, mas é a combinação entre qualidade, acabamento, aplicação e linguagem arquitetônica que determina o resultado.
É essa relação entre conhecimento industrial e possibilidades de design que permite à Mature desenvolver soluções alinhadas ao momento atual da arquitetura.
Diferentes interpretações da madeira dentro da Mature
Se a madeira pode assumir diferentes papéis em um projeto, os revestimentos também precisam acompanhar essa diversidade.
É aqui que as coleções Mature entram como repertório.
Ripado 105: ritmo e continuidade
O Ripado 105 trabalha a linguagem clássica do ripado em uma proposta contemporânea, permitindo criar ritmo e profundidade nas superfícies.
É uma solução que pode participar de paredes, painéis e outras composições, trazendo a estética linear do ripado para projetos que buscam textura e presença.

As barras de 2,70 m chegam com acabamento de fábrica e são desenvolvidas para instalação direta, característica que pode contribuir para uma execução mais objetiva no canteiro.
Coleção Catamarã: a textura como protagonista
Na Coleção Catamarã, a madeira aparece de maneira mais sensorial.
As texturas reproduzem a aparência e o toque da madeira natural, criando uma superfície em que o acabamento tem papel importante na percepção do ambiente.

É uma possibilidade interessante para projetos que trabalham com referências naturais, paletas mais terrosas e propostas que valorizam uma atmosfera acolhedora.
Coleção Iguaçu: organicidade com outra leitura
Inspirada nas Cataratas do Iguaçu, a coleção apresenta padrões orgânicos e fluidos, com uma composição de tonalidades que parte de uma paleta de neutros aquecidos. Aqui, a referência à natureza não aparece apenas na cor, e sim, na própria linguagem do perfil.

O resultado permite criar paredes com personalidade sem depender de uma estética excessivamente marcada.
Coleção Ondas: quando a madeira acompanha a curva
A arquitetura contemporânea também vem abrindo espaço para formas orgânicas e superfícies curvas. A Coleção Ondas responde justamente a essa possibilidade. Seus perfis foram projetados para acompanhar superfícies curvas, criando continuidade e movimento na composição.
É uma alternativa para projetos que querem levar o revestimento para além da parede plana, explorando pilares, superfícies curvas, mobiliário e elementos decorativos.

Nesse caso, a textura amadeirada encontra outra tendência importante: a arquitetura que se movimenta.
Como combinar madeira com outros materiais?
A força dos materiais naturais também está na capacidade de criar diálogo. Em vez de utilizar o mesmo acabamento em todo o ambiente, o arquiteto pode trabalhar contrastes de textura, temperatura, cor e brilho.
Algumas combinações podem explorar:
Madeira + pedra
A superfície amadeirada aquece a composição enquanto a pedra acrescenta peso, materialidade e contraste.
Madeira + metal
O encontro entre textura natural e acabamento metálico cria uma leitura mais contemporânea.
Madeira + tecidos
Linho, fibras e tecidos naturais reforçam a atmosfera acolhedora e sensorial.
Madeira + superfícies lisas
O contraste ajuda a destacar o relevo e impede que a composição fique visualmente uniforme.
Madeira + molduras
A combinação pode aproximar arquitetura, arte e memória, especialmente em projetos que trabalham decoração afetiva.
O ponto central está em permitir que cada material tenha uma função dentro da composição.
A madeira de 2027 é mais sensorial do que literal
A tendência dos materiais naturais não aponta necessariamente para ambientes rústicos, pelo contrário…
Madeira, pedra, fibras e tons inspirados na natureza aparecem ao lado de linhas contemporâneas, metais, superfícies lisas e soluções tecnológicas. O resultado são espaços com mais profundidade, conforto e identidade.
Para o arquiteto, isso representa uma oportunidade interessante.
A madeira pode ser natural ou interpretada por meio da tecnologia. Pode aparecer como protagonista ou detalhe. Pode assumir uma leitura clássica, orgânica ou minimalista. O que permanece é a capacidade do material de criar conexão.
Madeira como referência
A presença da madeira, das pedras, das fibras e de outras referências naturais deve continuar forte na arquitetura de 2027. As tendências apontam para ambientes mais sensoriais, acolhedores e personalizados, nos quais materiais e texturas ajudam a construir identidade.
Para o arquiteto, o próximo passo é ampliar o repertório, conhecer diferentes materiais, entender suas características e explorar novas formas de aplicação permite transformar uma mesma referência em projetos completamente diferentes.
Na Mature, essa possibilidade aparece em coleções que percorrem diferentes linguagens. A madeira pode continuar sendo a referência, mas a forma de interpretá-la é parte do projeto.
Quer conhecer de perto as texturas, cores e acabamentos das coleções Mature? Solicite o kit de amostras para avaliar os materiais no seu próximo projeto e fazer escolhas de especificação com mais segurança.

